Buscando valorizar a diversidade, os conhecimentos e a ancestralidade dos povos originários, a Escola Municipal de Educação Ambiental (Emea) Parque Tangará, em Santo André, inaugurou nesta sexta-feira (21) o Espaço Pedagógico de Culturas Indígenas.
“Valorizar as culturas indígenas é valorizar nossa história, nossa diversidade e nossa ancestralidade. Este novo espaço na Emea Parque Tangará amplia o conhecimento, combate estereótipos e fortalece uma educação baseada no respeito à diversidade e ao meio ambiente. É uma conquista construída coletivamente e que fará a diferença na formação das novas gerações”, disse o prefeito Gilvan Ferreira.
A proposta pedagógica valoriza experiências lúdicas, sensoriais e mediadas, especialmente voltadas aos grupos escolares da rede municipal de ensino de Santo André e a comunidade.
“Este espaço foi construído com escuta, planejamento e consulta do coletivo, que é de extrema importância. A partir daqui, as visitas pedagógicas e as diversas ações com a comunidade vão fazer a diferença e trazer ainda mais o sentimento de pertencimento”, afirmou o secretário de Educação, Pedrinho Botaro.
A secretária adjunta de Educação, Carla Menezes, elogiou a nova estrutura na Emea. “Essa sala vem para contribuir muito com a nossa aprendizagem. Uma ótima oportunidade para avançarmos no conhecimento e desenvolvimento das crianças, adultos e idosos, porque a Educação é completa, é integral”.
A concepção do espaço de culturas indígenas parte de um processo de escuta qualificada com cerca de 60 pessoas entre educadores, pesquisadores, estudantes e representantes indígenas, de organizações e movimentos sociais e comunidade escolar, reconhecendo a construção contínua, participativa e o aprimoramento permanente dos conteúdos, em diálogo com referências históricas e contemporâneas.
“Temos que agradecer a todos que contribuíram para construir a nossa sala com pesquisas, vivências, saberes e conhecimentos compartilhados para fortalecer o processo educativo. Foi a partir de um trabalho coletivo que resgatamos a cultura e a história de quem viveu aqui muito antes de nós. Este é um espaço de cultura viva, e depende de nós mantermos isso em constante movimento”, pontuou a gerente da Emea, Edilene Vieira Fazza.
Reconhecimento – Em referência ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, o novo espaço busca valorizar contextos urbanos e contribuir para o enfrentamento de estereótipos por meio da educação, do conhecimento e do respeito.
Professora da rede municipal há três anos, Paula Piatã acredita que o espaço trará ainda mais enriquecimento para a temática. “Neste ambiente os alunos vão poder aprofundar o que já trabalhamos em sala de aula, explorar a cultura brasileira e abordar também a ancestralidade”.
Silvia Muiramomi, socióloga, escritora, ativista e liderança indígena do povo Guayaná-Muiramomi, comemorou a abertura do espaço de culturas indígenas. “Este lugar vai contribuir para educar as nossas crianças para um mundo em que a natureza seja respeitada, a diversidade seja celebrada e as nossas memórias e as nossas raízes estejam na lembrança, na história e na educação de cada andreense”.
Estrutura – O local foi concebido para aproximar crianças, jovens e adultos da diversidade dos povos indígenas, de suas culturas, saberes, modos de vida, relações com o território e meio ambiente.
Ao explorar a sala, os visitantes terão acesso a um rico acervo de objetos, livros e imagens repletos de simbologia. O espaço conta com ilustrações com dados relevantes sobre os povos indígenas, painéis interativos sobre oralidade, descoberta de diferentes nomes nas línguas indígenas e também apresentação de sementes diversas que o público pode manusear.
Traz também referências a alimentos importantes da cultura como milho, mandioca e batata doce. Conta ainda com instrumentos como pau-de-chuva, adornos como cocares e colares, com penas e ossos de animais, peças em madeira, cestarias, grafismos e retratos diversos.
No ambiente o público tem acesso a tablets e fones de ouvido para apreciar músicas de artistas contemporâneos, valorizando a diversidade cultural dos povos indígenas e fortalecendo suas vozes na sociedade.
Um QR Code está disponível na sala para acesso ao site da Emea, com mais informações: https://parqueescola.org.br/espacos-pedagogicos/indigena.
Emea Parque Tangará – A Escola Municipal de Educação Ambiental está localizada no interior do Parque Escola, com aproximadamente 50 mil metros quadrados ocupados em parte por vegetação nativa da Mata Atlântica, que também está à disposição da população, inclusive aos sábados com diversas atividades.
A Emea Parque Tangará – Parque Escola fica na Rua Anacleto Popote, 46, na Vila Valparaíso.










