O setor de e-commerce registrou uma alta de 13,2% na taxa de fraudes em agosto no Brasil, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento. O levantamento da Equifax BoaVista revela uma mudança na tática dos criminosos na preparação para as grandes datas do varejo. O volume de ataques aumentou, mas o valor financeiro de cada golpe diminuiu.
Tática de pulverização atinge o varejo online
Os criminosos mudaram o foco operacional. A nova estratégia abandona os grandes roubos isolados e aposta puramente na quantidade. O número de tentativas de golpes cresceu 5,7%, mesmo diante de uma queda de 6,3% no volume total de transações analisadas, montante que recuou de 22,3 milhões para 20,9 milhões no período.
O valor financeiro dessas investidas acompanhou o movimento de retração. O ticket médio das fraudes caiu 8,6%, baixando para R$ 940,07. Essa queda sinaliza uma ação pulverizada para burlar os sistemas de detecção das lojas virtuais. Os fraudadores realizam compras menores para tentar passar despercebidos pelos radares de segurança.
“Depois da retração observada no primeiro semestre, o volume volta a crescer, agora com valores médios menores. Esse comportamento é esperado em um período de preparação para grandes campanhas promocionais, quando os fraudadores buscam se misturar aos consumidores legítimos”, alertou Juliano Manrique, Superintendente de Produtos de ID&Fraud da Equifax BoaVista.
Preparação para Black Friday exige blindagem no e-commerce
O avanço das investidas ocorre durante o aquecimento logístico do último trimestre. O aumento do risco no e-commerce antecede diretamente eventos de alto tráfego, como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal. Os golpistas testam suas ferramentas antecipadamente para garantir sucesso nos picos de venda.
Os criminosos sofisticaram as abordagens digitais. Eles utilizam contas criadas com meses de antecedência, exploram bancos de dados vazados e simulam o comportamento exato de navegação de clientes reais. O objetivo principal é reduzir as taxas de bloqueio automático nas plataformas.
Prevenção e tecnologia
As empresas precisam antecipar as barreiras de proteção. A queda do ticket médio representa uma manobra metódica de diluição de risco pelas quadrilhas. Os lojistas encaram o desafio de equilibrar o bloqueio ágil de transações criminosas com a aprovação fluida de pedidos verdadeiros.
O mercado exige a combinação de inteligência artificial com modelos rigorosos de análise comportamental. Essas ferramentas mapeiam inconsistências em tempo real. O cruzamento inteligente de identidade consegue barrar o crime sem gerar atritos desnecessários durante a jornada do usuário no e-commerce.
O cenário imediato demanda revisões urgentes na segurança cibernética corporativa. O varejo precisa atualizar seus sistemas de proteção antifraude rapidamente. Apenas a adoção de tecnologias preditivas de ponta garantirá um ambiente comercial sustentável e totalmente blindado para o consumidor no e-commerce.
Fonte ABC do ABC











