O Parque Tecnológico de Santo André, em parceria com a General Motors do Brasil (GM), está com três chamadas abertas para desafios de inovação voltados à indústria automotiva. As iniciativas fazem parte dos programas Savoya | Inovação Aberta, do Parque Tecnológico, e Connexus+, da GM, que conectam empresas, startups, instituições de ciência e tecnologia e universidades para desenvolver e testar soluções aplicadas a desafios reais do setor produtivo.
As três chamadas foram abertas em momentos diferentes e permanecem com inscrições abertas. Os desafios abrangem áreas estratégicas para a evolução da manufatura automotiva, como Inteligência Artificial, visão computacional, rastreabilidade, Internet das Coisas (IoT), telemetria, robótica avançada e segurança industrial.
A iniciativa permite que organizações que já desenvolvem soluções tecnológicas tenham a oportunidade de aplicá-las em um ambiente industrial real, em colaboração com a General Motors, além de possibilitar o desenvolvimento e a validação de novas tecnologias a partir de demandas concretas da indústria.
“Os desafios de inovação aberta aproximam o conhecimento e a capacidade de desenvolvimento das empresas das necessidades reais da indústria. Essa conexão é importante para transformar tecnologia em aplicação prática, gerar novas oportunidades para startups e empresas de base tecnológica e, ao mesmo tempo, contribuir para aumentar a competitividade e a eficiência dos processos produtivos. É esse tipo de conexão que queremos fortalecer por meio do Parque Tecnológico”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, Evandro Banzato.
Inteligência artificial e visão computacional – A primeira chamada, aberta de 8 de setembro a 8 de outubro, busca soluções de Inteligência Artificial, visão computacional, sensores avançados, OCR/OCV e automação industrial para aprimorar processos de inspeção e controle da manufatura automotiva.
Entre os desafios propostos estão a inspeção automática de componentes e sistemas automotivos, a análise de peças usinadas, a identificação de variações de cor e aparência e a detecção e análise de caracteres em superfícies pintadas.
As soluções poderão utilizar imagens e dados para identificar padrões, classificar resultados, gerar alertas e ampliar a rastreabilidade das inspeções. A proposta também considera aplicações de análise avançada e preditiva, contribuindo para processos industriais mais orientados por dados.
Inscrições devem ser feitas pelo link https://acesse.santoandre.br/GMChallenge5
Intralogística inteligente – A segunda chamada, aberta de 23 de setembro a 26 de outubro, tem como foco a intralogística automotiva, buscando soluções capazes de ampliar a visibilidade, a rastreabilidade e a inteligência sobre os fluxos de materiais e recursos dentro da indústria.
O desafio está dividido em três frentes: rastreabilidade inteligente de materiais; utilização de visão computacional e Inteligência Artificial para análise dos fluxos de movimentação; e telemetria de veículos industriais, como rebocadores e empilhadeiras.
As tecnologias poderão envolver sistemas de identificação automática, visão computacional, análise de vídeos, sensores, IoT, telemetria e integração de dados. A expectativa é transformar informações da operação em dados estruturados que possam apoiar análises de produtividade, manutenção, segurança, simulações e futuras aplicações de inteligência e otimização dos processos.
Inscrições devem ser feitas pelo link https://acesse.santoandre.br/GMChallenge6
Robótica avançada e manufatura inteligente – A terceira chamada foi aberta nesta quinta-feira (1º) e recebe inscrições até 26 de outubro. O desafio busca soluções que ampliem a capacidade dos sistemas industriais de perceber, interpretar e responder às condições reais do ambiente produtivo.
A iniciativa contempla duas frentes independentes. A primeira é voltada ao desenvolvimento de processos robotizados inteligentes e adaptativos, com aplicação de percepção 3D, controle em malha fechada e sistemas robotizados para adaptar a aplicação de adesivos e selantes às características reais das carrocerias.
A segunda busca soluções para percepção inteligente e segurança industrial, utilizando Inteligência Artificial, visão computacional e sensoriamento para identificar pessoas e objetos em ambientes industriais críticos, incluindo células robotizadas.
Além da prevenção de incidentes e da ampliação dos sistemas de segurança existentes, o desafio considera a possibilidade de desenvolvimento de soluções acessíveis e aplicáveis também a pequenas e médias empresas da cadeia automotiva, observando os requisitos normativos aplicáveis.
Inscrições estão disponíveis pelo link https://acesse.santoandre.br/GMChallenge7
Residente do Parque Tecnológico – Em busca de aprimoramento tecnológico e inovação para enfrentar um extremamente competitivo mercado automotivo, a General Motors Company, com sede em São Caetano, chega ao Parque Tecnológico de Santo André para ocupar um espaço permanente no equipamento que tem em seu DNA a busca por inovação.
A empresa se instalou com um time de engenheiros para executarem o programa Connexus+ que, dentro do espaço que os coloca em contato direto com o ecossistema de inovação da região, que é o Centro de Inovação Tecnologia e Empreendedorismo David Cohen, sede física do Parque, possam criar e colocar em prática ideias de soluções inovadoras para a montadora.
Também está nos planos da empresa futuramente instalar no Parque Tecnológico um Laboratório Avançado de Tecnologias Assistivas em Manufatura Automotiva, para pesquisas relacionadas a sistemas de manufatura sustentados ou apoiadas por IA (Inteligência Artificial) e por outras tecnologias, e um Demonstrador, espaço que possibilita a simulação da aplicação da nova ideia no mundo real.
Com esse passo, a empresa cria uma dimensão concreta para um relacionamento que começou em 2023, com a apresentação do primeiro desafio de inovação lançado ao segmento de tecnologia da região, por meio do Parque Tecnológico. Os desafios são questões, problemas encontrados pelas empresas que precisam de solução inovadora e, por intermédio do Parque, os atores do ecossistema – como ICT’s e empresas – são acionados. A melhor solução apresentada é considerada vencedora e pode ser implementada pela empresa.
Foto: Divulgação PSA










