O caldeirão ferveu na sessão de terça-feira (11/06/19) na Câmara de Santo André durante a discussão e aprovação do projeto que autoriza o Município a firmar acordo com a Sabesp para a prestação de serviços de água e esgoto.
O líder do governo no Legislativo, Fábio Lopes (do Cidadania), afirmou que já solicitou ao presidente Pedrinho Botaro (PSDB) as imagens da confusão e a lista de presença das pessoas que compareceram para acompanhar a sessão ordinária.
Por 11 votos a favor, sete contrários, uma abstenção e duas ausências, a proposta do Executivo foi aprovada para tentar solucionar de vez uma dívida de R$ 3,5 bilhões do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
De acordo com o prefeito Paulo Serra a dívida inviabiliza os investimentos na cidade.
O acordo objetiva acabar com os problemas de abastecimento; melhorar a qualidade dos serviços de água e esgoto; trocar a rede antiga por equipamentos mais modernos.
A Sabesp já adiantou que pretende investir em torno de R$ 1 bilhão nos próximos anos.
Fábio Lopes ressaltou que foram aprovadas também algumas emendas importantes para a negociação tais como: o emprego de todos os funcionários, embora a legislação já prevê a garantia de estabilidade dos concursados; o mesmo valor das tarifas por três anos, exceto o índice inflacionário nesse período; a abertura dos postos SIM (Sistema Integrado Municipal); e repasse de parte dos valores retidos nos fundos da Sabesp para o Fundo Municipal.
Questionado sobre o que acontecerá com os demais serviços do Semasa – como coleta de lixo e gestão ambiental – sem a arrecadação de água e esgoto, o parlamentar garantiu a sobrevivência nos mesmos patamares de hoje:
Por fim, Fábio Lopes afirmou que acredita que mais de 71% da população andreense anseia pela celebração do convênio.
Tal índice foi obtido na pesquisa da própria Sabesp em Santo André:
O vereador culpou os prefeitos anteriores por não concordar em pagar o valor real da água à Sabesp, que era de R$ 2,10, e só repassando R$ 1,10 por metro cúbico do fornecimento do produto.








