O ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), foi encontrado morto em uma estrada de terra de Juquitiba no dia 20 de janeiro de 2002.
Quase duas décadas depois o crime continua sem respostas e a pergunta “Quem matou Celso Daniel?” ainda intriga muita gente.
Nesta sexta-feira, a revista Crusoé traz mais uma versão do caso.
Um ponto ainda obscuro surge no final do túnel e pode revelar novos fatos para investigação: uma fita cassete com pistas sobre o assassinato do prefeito petista que alarmou o mundo.
O repórter Fábio Leite, da Crusoé, ouviu um ex-amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Trata-se de Valter Sâmara, um fazendeiro rico de Ponta Grossa, no Paraná, que foi amigo íntimo de Lula por 25 anos.
Ele, inclusive, teria bancado muitas despesas do petista.
Hoje a amizade está rompida.
Sâmara já se prontificou a colaborar com a Operação Lava Jato.
E revelou ao repórter fatos inéditos como a existência dessa fita, que foi entregue pelo próprio Lula, com a gravação de uma conversa entre Gilberto Carvalho, ex-secretário de Celso e braço direito de Lula, com a ex-mulher do prefeito andreense, Miriam Belchior, ocorrida três meses depois do assassinato.
Sâmara disse também que em 2018 um grupo invadiu o imóvel onde mora a sua irmã, em Ponta Grossa, e os bandidos deixaram claro que estavam procurando documentos do PT.
O ex-amigo de Lula não tem dúvidas de que eles queriam a fita:
Passava das cinco horas da tarde quando dois homens, um deles de boina e bengala, desceram de um Spacefox preto em frente a uma loja de roupas de grife em um bairro residencial de Ponta Grossa, no interior do Paraná. Era quinta-feira, 26 de abril de 2018, e a rua estava calma, como de costume. Armada, a dupla rendeu duas pessoas logo na entrada e anunciou o assalto. Outros dois comparsas chegaram em seguida para invadir a casa que fica nos fundos do mesmo imóvel, fazendo 11 reféns, entre eles uma idosa e uma criança. Mas em vez de dinheiro e objetos de valor, os bandidos queriam “os documentos do PT”. As vítimas foram amarradas, amordaçadas e agredidas, enquanto parte da quadrilha quebrava as paredes atrás de um cofre onde o material poderia estar escondido. Após mais de uma hora de terror e destruição, o bando não achou nada e fugiu…
Tudo foi registrado em Boletim de Ocorrência.








