O Ministério Público Federal (MPF) concluiu, sem oferecer denúncia, o inquérito que investigou se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) importunou uma baleia jubarte durante um passeio de jet ski em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
A investigação foi arquivada porque, na avaliação do Ministério Público, não ficou comprovado que o político conservador teve a intenção de importunar o animal.
A procuradora da República Maria Rezenda Capucci afirma na decisão que, embora Bolsonaro tenha desrespeitado o distanciamento mínimo, não houve “demonstração inequívoca da intenção em incomodar, maltratar, enfadar ou causar dano ou prejuízo a alguma espécie de cetáceo”.
– Esta intenção no caso em análise, ainda que possa ter existido, não foi suficientemente demonstrada pelos elementos colhidos na investigação a justificar o inicio da persecução penal – afirmou a procuradora.
Com base nos mesmos documentos, a Polícia Federal (PF) já havia concluído a investigação sem o indiciamento de Bolsonaro.
O advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, que representa o ex-presidente, afirmou em nota que a investigação é “absurda” e que a máquina pública foi mobilizada “na direção de um episódio nitidamente sem qualquer repercussão jurídica”, mas que foi “amplamente explorado pelo ambiente político”.
Em depoimento, Bolsonaro confirmou que cruzou com a baleia no passeio, o que foi registrado em vídeo, mas alegou que tomou os cuidados necessários para não atrapalhar a movimentação do animal. Ele afirmou ainda que adotou a “precaução de não cruzar a linha de deslocamento do animal, muito menos se aproximar do mesmo para evitar uma situação de risco”. Também disse que o jet ski que pilotava estava em ponto morto e que aguardou a baleia se distanciar para retomar seu deslocamento.
Divulgada neste sábado (29), uma pesquisa do Instituto Gerp apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto das eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra o líder conservador com 41%, e o seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 26%.
Neste cenário, Ciro Gomes (PDT) e o governador do Paraná Ratinho Jr (PSD) aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente, ambos com 5%.
Pablo Marçal (PRTB) vem logo em seguida, com 4%, pouco à frente do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) 3% e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) com 3%. Dos entrevistados, 7% optaram por não escolher nenhum deles, enquanto outros 7% não souberam responder.
Tendo em vista que o Bolsonaro se encontra inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda busca reaver seus direitos políticos, a pesquisa também considerou cenários sem o líder conservador.
No segundo cenário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como o nome substituto. Nele, Lula aparece em primeiro lugar com 24%, enquanto o republicano tem 18%.
Em um terceiro cenário, no qual Bolsonaro seria representando por seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula volta a figurar em primeiro lugar com 24%, enquanto o parlamentar surge com 19%.
Em cenário sem Lula e Bolsonaro, Tarcísio aparece no topo com 18%, Ciro Gomes com 17% e Pablo Marçal com 13%.
Paga com recursos próprios, a pesquisa foi conduzida entre os dias 22 e 27 março, tendo entrevistado 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,24% para mais ou para menos.