O técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva após a vitória do São Paulo sobre o Bolívar, que garantiu a classificação às quartas da Sul-Americana. O comandante tricolor valorizou o apoio da torcida, mas fez questão de destacar que a situação no Brasileirão ainda é preocupante.
“Torcedor abraçou a equipe”
Dorival celebrou a presença de mais de 40 mil torcedores no Morumbi e destacou a importância da conexão entre time e torcida.
“O São Paulo tem essa conexão com a nossa torcida. Nas minhas duas passagens foi assim. Estava estranhando isso, a gente não dando uma resposta e o nosso torcedor um pouco afastado do clube. Quando existe essa aproximação, é o que nos dá exemplo do que é o torcedor são-paulino: um torcedor que cobra, que busca, mas que está abraçando a equipe. Hoje tivemos mais de 40 mil aqui, só tenho que agradecer ao apoio e possamos retribuir”, afirmou.
Situação no Brasileirão preocupa muito Dorival
O técnico fez questão de alertar que a vitória na Sul-Americana não resolve os problemas no campeonato nacional.
“Trabalho nunca faltou. Foi um jogo importante, mas foi apenas uma partida. Precisamos ter essa ciência. Nossa situação no Brasileirão é problemática. Precisamos estar conscientes de que o esforço de hoje foi importante. O jogo contra o Coritiba, que demos poucas chances ao adversário, foi frustrante, mas o que eu quero é que a equipe continue se entregando e fazendo o que foi pedido. Confio que estejamos no caminho para uma melhor condição.”
Elogios aos reforços
Dorival elogiou os jogadores que entraram na partida, especialmente Newton e Domingos Duarte.
“São jogadores que temos certeza que poderão nos dar um retorno importante, jogadores seguros que estão num processo de evolução. Espero que continuem assim. Acho que eles têm nos passado uma segurança quando estão em campo. Isso é importante.”
Estratégia e ajustes
O técnico explicou as mudanças na escalação e a estratégia para neutralizar o Bolívar.
“Tentamos um equilíbrio físico na escalação. No último jogo eles jogaram com reservas no campeonato boliviano. Para competir, para pressionar, precisávamos de uma equipe mais saudável em campo. Algumas alterações por necessidade, outras em compensação em altura, para tentar neutralizar as possibilidades de jogadas aéreas que eram um ponto forte deles. A equipe encontrou equilíbrio e fez um bom jogo.”
Bolas paradas
Dorival admitiu que o time ainda sofre com gols de bola parada, mas confia na correção.
“Estamos trabalhando muito para que não aconteçam mais gols no começo do segundo tempo, mas gols como o de hoje é impossível. De lado positivo, temos dado poucas chances, mas nas bolas paradas, que é nossa responsabilidade, tem tirado pontos importantes. Estamos tentando corrigir, estamos preocupados. Vai chegar o momento que vamos tomar menos gols. Sofri isso no Corinthians no começo, é um trabalho que vamos corrigir aqui.”
Copeiro?
Dorival rebateu a ideia de que prioriza competições de mata-mata.
“Essa situação de ‘copeiro’ é muito relativa. Quando tive times com qualidade, fui vice-campeão brasileiro, também tive uma oportunidade com o Vasco e fui campeão da Série B. Também sei os caminhos de uma competição desse tipo, mas na maioria das vezes tive times que nos deram possibilidade de ser campeão de outra forma, mas não é por ter priorizado. Assim como no Flamengo em 22, que ninguém acreditava em nada, saímos da 16ª colocação para o vice-campeonato e ganhamos Copa do Brasil e Libertadores. Tive que fazer uma opção. Agora não temos isso, temos que estar focados no Brasileirão.”
Em meio a essa crítica, Dorival e o São Paulo voltam a campo diante da Chapecoense, fora de casa, pelo Brasileirão no domingo. A equipe ocupa a 13ª posição no torneio nacional, a quatro pontos da zona de rebaixamento.
Fonte: ABC do ABC










