A cidade do ABC Paulista é uma das seis contempladas pela iniciativa do Instituto Burburinho Cultural. Novos estúdios serão inaugurados nas Escolas Estaduais Brasília Tondi e Professor José Jorge do Amaral, mobilizando um total de 120 alunos com patrocínio da Elevadores Otis.
O projeto Engenhoka, iniciativa do Instituto Burburinho Cultural, inicia sua terceira edição em seis cidades do Brasil, incluindo São Bernardo . O programa nacional, que integra arte e robótica no ambiente escolar, aterrissa com seus estúdios makers nas Escolas Estaduais Brasília Tondi e Professor José Jorge do Amaral. A iniciativa acontece no período entre agosto e dezembro de 2026 e envolve estudantes da rede pública em um curso de aproximadamente 40 horas de formação em robótica educacional e artes visuais. Através de um estúdio maker instalado na própria escola, com impressoras 3D, tablets e materiais pedagógicos, a proposta busca estimular criatividade, raciocínio lógico e concentração, além de ampliar o acesso a tecnologias e linguagens artísticas entre crianças e jovens.
Com a chegada da terceira edição, o Engenhoka passa a contar com seis polos educacionais em diferentes regiões do país, mobilizando 420 estudantes de escolas públicas nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Bahia. Durante as oficinas, os alunos participam de atividades práticas que conectam conhecimentos científicos e artísticos, explorando a criação de robôs e objetos inspirados em referências da história da arte.
A produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, Joelma Veiga, destaca o impacto social e educativo do projeto no cotidiano dos estudantes.
“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Meu papel é ajudar a construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura abre caminhos, desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem.”
Depoimento dos alunos
“O Engenhoka me ensinou muito mais do que robótica. Aprendi a me organizar melhor, a trabalhar em equipe e a enxergar novas possibilidades para materiais que muitas vezes seriam descartados. Antes, eu descobri que sustentabilidade e tecnologia eram coisas completamente diferentes, mas o projeto me mostrou que é possível unir robótica, arte e materiais recicláveis para criar algo novo. O que eu mais gostei foi a liberdade de pensar, criar e desenvolver o projeto do nosso jeito.” afirmou, Daniel Valandro Reis,11 anos, aluno do 6º ano, campeão do Engenhoka, Rio de Janeiro, na segunda edição.
“Foi no projeto que encontrei uma paixão pela pintura e desenvolvi mais confiança para trabalhar em equipe. O que mais me marcou foi a liberdade de criar, experimentar e transformar ideias em realidade com o apoio dos educadores. Foi uma experiência que ampliou minha criatividade e me mostrou que sou capaz de muito mais do que imaginava.”, disse Elisa Jocelim da Silva, de 13 anos, aluna destaque pela sua criatividade e liderança na segunda edição no Rio de Janeiro.
Arte, ciência e cultura maker
O Engenhoka é um projeto multidisciplinar que busca aproximar as artes e a ciência no processo de aprendizagem. Nas oficinas, os estudantes exploram técnicas de artes visuais ao mesmo tempo em que aprendem conceitos de robótica educacional, compreendendo como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar na criação de novos objetos e ideias.
O método pedagógico é dividido em cinco módulos, desenvolvidos por instrutores e monitores em cada escola participante. Cada estudante recebe um box maker, com materiais utilizados ao longo das aulas. A metodologia de robótica educacional foi desenvolvida pela PiCode Education , especializada em cultura maker aplicada à educação, que também estruturou a linha do tempo e a base pedagógica das atividades. O conteúdo conecta princípios da robótica a obras de artistas visuais que transformaram paradigmas entre os séculos XIX e XX.
Ao final do projeto, toda a estrutura utilizada nas oficinas, incluindo equipamentos e mobiliário do estúdio maker, é doada à instituição de ensino, fortalecendo o acesso permanente a recursos pedagógicos inovadores.
Engenhoka e ODS
Além dos impactos educacionais e criativos na vida dos alunos, o projeto Engenhoka também contribui para importantes metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. As atividades promovem acesso a educação de qualidade (ODS 4), estimulam a inclusão e ajudam a reduzir desigualdades (ODS 10). Também fortalece a cidadania (ODS 16), incentiva o trabalho em equipe e o protagonismo dos alunos, além de reunir parceiros de diferentes setores em torno de um objetivo comum de transformação social (ODS 17).
O projeto é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Elevadores Otis, que completa 75 anos de presença no ABC Paulista em 2026, além da Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. É realizado pelo Instituto Burburinho Cultural e Ministério da Cultura.
SERVIÇO:
Projeto Engenhoka – ESTÚDIOS DE ARTE, TECNOLOGIA E CIÊNCIA – 3ª EDIÇÃO
O que é: Curso de 40 horas que integra robótica educacional e artes visuais em estúdio maker
Escolas que receberão o projeto:
1) Curitiba/PR – C.E.Jose Busnardo
2) Salvador/BA – E.M. Amélia Rodrigues.
3) Rio de Janeiro/RJ – E. M. Vicente Licínio Cardoso
4) Macaé/RJ – E.M. Paulo Freire
5) São Paulo/SP – A confirmar
6) São Bernardo – E.E. José Jorge do Amaral Professor
7) São Bernardo – E.E. Brazilia Thondi
Foto: Mídias Pura





