O governador de São Paulo, João Doria, e uma equipe de secretários estaduais anunciaram em entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira (03/06/20) que não houve mudança na classificação das cidades quanto à quarentena em razão da Covid-19.
No entanto, indicou as regiões que podem ter mudanças comunicadas na próxima quarta-feira, 11 de junho de 2020, com as tendências de flexibilização ou endurecimento.
Assim, o municípios da Grande São Paulo (incluindo o Grande ABC), por exemplo, não conseguiram sair da fase vermelha, a mais restritiva, e se igualar à capital paulista, que foi colocada na fase laranja, na qual é permitida a abertura de shoppings centers (com proibição das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podendo funcionar com capacidade limitada a 20% com horário reduzido para quatro horas seguidas e também com a adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos.
Nesta fase, permanece ainda proibida a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração.
“São Paulo não liberou geral. A retomada da economia será gradual, sensível e segura. nenhum prefeito vai transformar sua cidade em uma ‘festa de abertura’” – disse Doria na coletiva.
Entre os critérios para permitir que os municípios mudem de faixa, estão a capacidade de resposta do sistema de saúde (como por exemplo, vagas em UTI) e evolução da epidemia (taxas de contágio, novos casos e óbitos).
O vice-governador, Rodrigo Garcia, disse que o Plano São Paulo não é de abertura, mas de retomada consciente e que todos os resultados de Saúde eram os esperados.
Garcia ainda trouxe a previsão de que até o final do mês de junho o Estado deve ter entre 195 mil e 265 mil casos de Covid-19.
De acordo com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que há chances de a capital paulista evoluir para a fase amarela.
“Se a cidade mantiver a taxa atual de ocupação de leitos (63%), poderá avançar para a fase 3 da quarentena” – comentou.
TRANSPORTE COLETIVO PODE SER PROBLEMA:
Uma das preocupações na mudança de faixas é com o transporte coletivo, principalmente na Grande São Paulo, já que as cidades são territorialmente, socialmente e economicamente muito ligadas, com o tráfego intenso de pessoas em ônibus e trens, podendo gerar superlotação, o que deve ser evitado, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde.
A movimentação maior em uma cidade influencia nos municípios vizinhos, inclusive nos transportes municipais, já que muitas pessoas pegam os ônibus nos bairros e vão até os ônibus intermunicipais e trens para seguir até as outras cidades.
CORTES DE ÁGUA, GÁS E ENERGIA ESTÃO SUSPENSOS:
Doria anunciou também que o Governo do Estado garante a não interrupção de água, luz e em regiões carentes de pessoas que não podem pagar suas contas, até o dia 31 de julho.
Ao todo, devem ser beneficiados dois milhões de moradores pela medida em vigor desde o mês de março.
ABC CONTINUA COMO ESTÁ
As sete cidades do ABC Paulista continuarão na fase vermelha da quarentena, a mais rígida, não conseguindo evoluir para a laranja, como a capital paulista.
A informação é do presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, em redes sociais, Gabriel Maranhão, que disse ainda que no próximo sábado, 06 de junho de 2020, o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, vai visitar o Quarteirão da Saúde, em Diadema, onde serão instalados 100 novos leitos para atendimento de casos de Covid-19.
Aí sim, a região poderá mudar de faixa.
Infelizmente essa semana ainda o ABC não muda de fase, para a fase 2, fazendo com que o comércio da região seja aberto. Mas tenho uma boa notícia para compartilhar com todos vocês: acabo de receber uma ligação do secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marcos Vinholi, que já confirmou sua presença, junto com toda equipe da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo sábado às 10h em Diadema para visitar o prédio do Quarteirão da Saúde, que está sendo disponibilizado pela Prefeitura. Com isso nós vamos ampliar em 100 novos leitos a nossa região, podendo fazer com que de fato o ABC mude de fase, fazendo de fato os serviços voltarem a ser prestados. Assim a gente poderá ver, sem dúvida nenhuma, nossa economia começar a ser aquecida. – disse Maranhão.
O ABC faz parte da área Sudeste da Grande São Paulo, tem dois milhões de habitantes, e é formado por Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra.
Publicação: Diário do Transporte








