A pandemia colocou as micro e pequenas indústrias do Estado de São Paulo em um período ainda mais crítico do que a crise econômica.
Os índices negativos, que já não eram animadores, subiram ainda mais, ao ponto de 14% poderem decretar falência nos próximos 30 dias e outros 11% entrarem em recuperação judicial.
Joseph Couri, presidente do Simpi, sindicato que representa a categoria, explica o que aconteceu para chegar a tal situação:
Apesar da injeção de quase R$ 16 bilhões destinado pelo governo federal às micro e pequenas empresas, 85% afirmam que não receberam o comunicado da Receita Federal para aderir ao Pronampe, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
Ao menos 61% afirmaram ter interesse em participar do programa de auxílio e 39% preferem não aderir.
A principal reclamação que consta no 6º Boletim de Tendências é a dificuldade para conseguir o crédito.
Apenas 4% conseguiram conquistar a garantia do governo, enquanto 30% solicitaram mas não foram aprovadas.
Com isso a onda de demissões aumenta a cada dia.
Nesta abordagem 35% demitiram e vão continuar dispensando, sendo que 21% demitiram mais de 30% dos funcionários.
A pesquisa foi realizada de 17 a 26 de junho, quando 13% das indústrias estavam totalmente paralisadas em função da quarentena; 36% estavam parcialmente paradas; 24% estavam com funcionamento parcial; e 20% atuavam normalmente.









