As incertezas sobre o futuro da implantação de um sistema de transportes entre São Bernardo, Santo André, São Caetano e a região sudeste da capital paulista virou alvo de questionamento na Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
O que parecia já ter sido definido, virou dúvida novamente: das opções de sistema de média capacidade, qual será de fato a concretizada: um monotrilho (sistema diferente de metrô de alta demanda, que consiste em trens menores com pneus de borracha que andam em pilares de concreto, como na linha 15-Prata) ou um BRT (sigla em inglês para ônibus de trânsito rápido, sistema que, em sua essência, tem velocidade e capacidade maior que um corredor comum mas, que até agora, na prática, não houve a apresentação oficial de um projeto que prove que a ligação pretendida será mesmo um BRT ou um corredor comum de ônibus “um pouco melhorado”).
Dúvidas sobre os aspectos jurídicos também cercam a polêmica que se arrasta desde o final da década retrasada, quando, ainda em gestão tucana, o então governador José Serra (PSDB) prometeu que os monotrilhos seriam soluções de transporte de rápida implantação e custo menor que um metrô.
A realidade mostrou que não foi isso.
De três monotrilhos prometidos, apenas um saiu do papel, o da linha 15-Prata, e ainda marcado por muitos problemas, como batida entre trens, imprevistos nas obras, falhas operacionais graves como trens partindo com portas abertas de uma altura superior a 15 metros e, mais recentemente, cerca de 100 dias paralisado depois do estouro de um dos pneus do trem da Bombardier devido a uma peça de roda que se rompeu.
Uma parte de grandes dimensões voou e quase atingiu uma loja.
Texto: Diário do Transporte









