A Prefeitura de Santo André e a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) apresentaram nesta terça-feira (24/09/19) dois momentos antagônicos da empresa pública localizada na avenida dos Estados: os 28 anos sem a certificação negativa que o credencia a ser idônea; e o futuro modelo de gestão, com o espaço revitalizado e ampliado.
Na prestação de contas, a superintendência mostrou que em janeiro de 2017 a Craisa tinha um patrimônio líquido negativo de R$ 68 milhões.
Após adotar medidas de contingenciamento e a redução de 106 comissionados para apenas 22 na gestão Paulo Serra, as contas estão equilibradas, a ponto de receber a aprovação do Tribunal de Contas do Estado referente ao ano de 2017.
Hoje o patrimônio líquido está em R$ 33 milhões negativos, com a receita própria em evolução: saiu de R$ 8 milhões em 2016 para R$9 milhões em 2017, R$ 11 milhões em 2018 e R$ 12 milhões estimados para esse ano.
Para voltar a ter o nome limpo, a Craisa renegociou contratos, reduziu despesas e regularizou os complexos da Vila Luzita e Santa Teresinha, bem como os boxes do Ceasa do Grande ABC e dos produtores rurais.
Além das contas, a Superintendência também expôs o novo modelo.
O projeto prevê a construção do Mercado Municipal; aumento do número de boxes de 63 para 216 e das pedras (espaços delimitados no chão) de 81 para 132; e modernização das instalações como o acesso principal, a praça de alimentação e o estacionamento.
A expectativa é gerar de 4 a 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos
Tudo isso foi apresentado em audiência pública realizada no Salão Burle Marx, no prédio do Executivo, após coletiva de imprensa.
E o primeiro passo será lançar o edital de concorrência do Complexo Craisa daqui a uns 15 dias úteis.
O modelo será de concessão à iniciativa privada por 30 anos e investimento de R$ 186 milhões no total, sendo R$ 20 milhões de outorga fixa e mínimo de 3% da receita direcionada aos cofres públicos.
O prefeito Paulo Serra não nega que a mudança da Ceagesp fora de São Paulo foi levado em conta neste projeto:
O superintendente Reinaldo Messias da Silva conta quem poderá participar da concessão dos novos boxes e o que acontecerá com aqueles que já estão locados:
O vencedor será quem apresentar a maior oferta e as obras deverão demorar dois anos e meio, sem recursos públicos.











