Projeto elaborado pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC identificou áreas prioritárias para conservação ambiental, criação de unidades de conservação e implementação de corredores ecológicos e verdes nas áreas de proteção e recuperação de mananciais da região. O conteúdo foi apresentado nesta quinta-feira (1/10), em oficina realizada na sede da entidade regional para apresentar os resultados do projeto, que foi desenvolvido com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) obtidos pelo Consórcio ABC. O trabalho contou com a participação de técnicos dos sete municípios, instituições parceiras e representantes da sociedade civil.
A atividade marcou a conclusão de uma série de etapas que envolveram diagnóstico territorial, oficinas participativas, trabalhos de campo, modelagem espacial e elaboração de propostas para novas unidades de conservação e corredores. O processo também resultou em um resumo executivo com os principais resultados do estudo, entregue simbolicamente aos representantes dos municípios e do Instituto Florestal.
O encontro reuniu representantes das equipes técnicas das prefeituras e do Consórcio ABC que participaram da elaboração do trabalho. Também estiveram presentes o secretário-executivo do Consórcio ABC, Gilmar Viana; o coordenador de Meio Ambiente e Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Daniel Miranda; e Eduardo Felizola, responsável técnico da Greentec Ambiental, empresa responsável pelo estudo.
Para o coordenador da FNP, o trabalho demonstra como diretrizes ambientais podem ganhar aplicação concreta nos municípios a partir da articulação entre diferentes níveis de governo. “Vocês estão conseguindo traduzir políticas nacionais no território, trazendo aquilo que é discutido de forma mais macro no Estado e na União”, afirmou.
Daniel Miranda também destacou a integração entre as políticas ambiental e urbana e o potencial de disseminação da experiência regional. “Não é só uma interligação de áreas verdes, mas uma interligação institucional e federativa”, disse. Ele defendeu ainda o compartilhamento da experiência do Grande ABC pela FNP, como forma de levar as práticas desenvolvidas na região a outros municípios.
O secretário-executivo do Consórcio ABC ressaltou a necessidade de ampliar as ações de preservação diante das pressões urbanas e defendeu uma articulação regional cada vez maior na agenda ambiental. “O conhecimento produzido na região deve ser compartilhado para ampliar a integração e a interlocução com outras esferas de governo e instituições”, afirmou Gilmar Viana.
Representante da empresa responsável pelo estudo, Eduardo Felizola destacou que o trabalho combinou aspectos ambientais, físicos, socioeconômicos e político-institucionais para identificar áreas prioritárias para conservação no Grande ABC. Desenvolvido ao longo de 12 meses, o projeto contou com a participação das prefeituras e dos técnicos municipais e teve todas as etapas concluídas dentro do prazo previsto.
“Tivemos processos participativos muito importantes e conseguimos executar todas as etapas dentro do prazo previsto, com o empenho do Consórcio, da equipe técnica e de toda a comissão de acompanhamento, que contribuiu com informações e respostas ao longo do trabalho”, afirmou Felizola.
Responsável pela coordenação do projeto pelo Consórcio ABC, a especialista em Projetos e Políticas Públicas da entidade regional, Lívia Rosseto, destacou o caráter participativo da iniciativa e sua evolução ao longo da execução. Segundo ela, a proposta inicial de mapeamento de áreas prioritárias foi ampliada com a elaboração de planos de ação, roteiros de implementação e a perspectiva de criação de uma plataforma digital.
“Foi um processo participativo, com o envolvimento das prefeituras e dos técnicos, em que aprendemos muito e saímos mais enriquecidos. A construção dos corredores verdes a partir da realidade do Grande ABC mostra que essa conectividade vai além das áreas de conservação, contribuindo também para cidades mais saudáveis e com melhor qualidade de vida”, afirmou.
Ao final da atividade, os participantes reforçaram a importância da continuidade da articulação regional para transformar os resultados do estudo em ações de conservação e planejamento territorial. O material produzido ficará disponível para os municípios participantes e poderá subsidiar novas iniciativas voltadas à proteção dos mananciais, da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos do Grande ABC.
Foto: Divulgação Consórcio











