As duas cooperativas de reciclagem de São Bernardo receberam na tarde desta quinta-feira (27/8) o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) dos meses de junho e julho, no valor total de R$ 266.532,75, período no qual os trabalhadores separaram 1.433 toneladas de materiais que podem ser reaproveitados, sendo 729 toneladas de julho. Segundo o levantamento preparado pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, o volume triado em julho é o maior de 2026 e o segundo dos últimos 12 meses, atrás apenas de dezembro de 2025, que contabilizou 798 toneladas.
Os dados apontam que a quantidade de materiais destinados aos equipamentos e o serviço de triagem têm sido melhores a cada mês, com destaque para o trabalho da Cooperativa Reluz, que conta com 36 cooperados e somou 312 toneladas separadas em junho, um acréscimo de 9,47% na comparação com as 285 toneladas de maio. O equipamento voltou a registrar aumento em julho, de 7,69%, quando o volume triado chegou a 336 toneladas, 24 toneladas acima do mês anterior.
A Cooperluz, com 46 colaboradores, separou 392 toneladas e 393 toneladas em julho, acréscimo de 0,25% na comparação com o mês anterior. No total, as 1.433 toneladas de materiais separados para reaproveitamento nos últimos dois meses renderam às cooperativas R$ 266.532,75 como pagamento por serviços ambientais, mecanismo adotado pela Prefeitura para remunerar os cooperados que atuam na triagem.
Do total repassado pela Prefeitura nesta quinta-feira, em evento na Secretaria de Meio Ambiente, R$ 146.088,32 foram destinados à Cooperluz, sendo R$ 72.950,25 referentes a junho e RS 73.138,07 a julho. À Reluz foram repassados R$ 120.444,43, dos quais R$ 57.980,47 de junho e RS 62.463,96 de julho. O volume triado no mês passado, o maior de 2026, também rendeu aos equipamentos a melhor remuneração do ano, de R$ 135.602,03.
“Os números são importantes, porque mostram que temos aumentado o volume de material destinado às cooperativas, assim como a quantidade de material triado pelos cooperados. Isso significa que vocês, a cada dia, ajudam ainda mais a cidade e o meio ambiente, pois deixamos de mandar para o aterro mais de 1.400 toneladas de material reciclável em junho e julho”, disse o secretário de Meio Ambiente, Ronaldo Perrucci, ao lado do secretário de Serviços Urbanos, Luiz Fernando Bortoletto, e da titular da Fazenda, Tatiana Rebucci.
BALANÇO – Somados os repasses feitos pela Prefeitura nos últimos 12 meses (agosto de 2025 a julho de 2026), o total destinado às cooperativas para o Pagamento por Serviços Ambientais chega a R$ 1.460.490,40. Os valores se referem aos recursos que a administração economizou com as 7.848 toneladas de material reciclável que deixaram de ser enviadas ao aterro sanitário que recebe o lixo produzido em São Bernardo.
O repasse às cooperativas leva em conta o volume de material triado, uma vez que a Prefeitura paga atualmente R$ 185,96 por tonelada – eram R$ 123,13 até a gestão Marcelo Lima reajustar em 51%, em maio de 2025. “O aumento no volume de material triado é muito importante para todos. Vocês ganham mais, pois o que a Prefeitura deixa de pagar ao aterro é repassado às cooperativas, ganha o meio ambiente e ganha a cidade. Somos muito gratos a vocês, verdadeiros agentes ambientais de São Bernardo”, comentou Ronaldo Perrucci.
Foto: Johnn Menezes/PMSBC










