Em uma semana tensa, que começou com a troca do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta por Nelson Teich, o governo Bolsonaro sofreu mais um polêmica com a demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública,Sérgio Moro, nesta sexta-feira (24/04/20).
O ex-juiz federal anunciou a saída da pasta após um ano e quatro meses, motivada sobretudo pela crise na Polícia Federal.
Um dos indicados de Moro, o diretor-geral Maurício Valeixo, foi demitido sem uma razão justa pelo presidente Jair Bolsonaro.
Moro relatou, inclusive, que o decreto da exoneração não foi assinada por ele.
O presidente da República admitiu que a mudança é uma interferência política e que precisa de alguém dentro da Polícia Federal para dar informações sobre as investigações e inquéritos em andamento, sem mencionar quais processos.
O então ministro da Justiça disse que isso não é atribuição da PF.
Segundo Moro, o presidente queria fazer a troca do comando da PF desde o segundo semestre do ano passado.
Nem Valeixo pediu para sair e nem o ex-ministro solicitou tal pedido, apesar da Secretaria da Comunicação (Secom) ter descrito na rede social que a exoneração foi a pedido, o que não é verdade:
“Para mim esse último ato é uma sinalização de que o presidente me quer realmente fora do cargo.”
Moro citou outras interferências do chefe do Executivo durante a gestão, como a revogação da nomeação de Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
O que ouviu de Bolsonaro é que ele tem o poder de veto nas pastas, pois quem manda no governo é o presidente.
A principal personalidade da Operação Lava Jato, afirmou que ao aceitar o cargo há mais de um ano, o presidente havia prometido carta-branca para escolher e nomear os auxiliares.
Na época só fez um pedido: que não desamparasse a sua família caso acontecesse algo com ele.
Ouça o pronunciamento na íntegra:








