Em períodos eleitorais, a segurança pública volta ao centro dos discursos e das promessas. Encerradas as eleições, muitas delas perdem prioridade, enquanto o policial militar permanece nas ruas, enfrentando o crime e suportando as consequências de uma carreira marcada pela disponibilidade permanente.
No exercício de sua missão estatutária, a DEFENDA PM, da Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, reafirma: não existe política de segurança pública sólida com uma Polícia Militar enfraquecida.
Quem exige presença, eficiência e coragem também deve cobrar do Estado estrutura adequada, efetivo suficiente, formação contínua, respaldo jurídico, assistência à saúde e remuneração compatível com os riscos e as restrições da carreira.
Essa responsabilidade alcança autoridades, parlamentares e candidatos. Alcança, sobretudo, aqueles que vestiram ou ainda vestem a farda e usam essa trajetória como credencial pública. A experiência policial-militar não pode ser apenas um símbolo de campanha. Deve traduzir-se em compromisso concreto, atuação legislativa, articulação institucional e resultados verificáveis. Não basta ter vestido a mesma farda. É preciso lutar pelos mesmos ideais.
A agenda é clara e se organiza em três eixos: fortalecimento institucional, com preservação das competências constitucionais, da natureza militar e recomposição do efetivo; valorização profissional, com remuneração adequada, integralidade e paridade, proteção social, atenção à saúde física e mental e formação contínua; e segurança jurídica, com proteção de quem atua dentro da lei, participação do policial-militar na vida pública sem restrições desproporcionais e resposta firme a agressões e obstruções à atuação policial legítima.
Defender a Polícia Militar não significa tolerar abusos, afastar controles ou relativizar responsabilidades individuais. Significa fortalecer uma instituição essencial ao Estado, dar condições para que seus profissionais atuem com legalidade, técnica e respeito aos direitos fundamentais e garantir que aquele que age corretamente não seja abandonado após a ocorrência.
Nas eleições de 2026, elogios genéricos e homenagens ocasionais já não bastam. A família policial-militar e a sociedade têm o direito de conhecer propostas, examinar históricos e cobrar compromissos verificáveis.
Segurança pública se sustenta com instituições fortes, profissionais respeitados e governantes que transformem palavras em ações.










