Dez anos se passaram desde que ocorreu a explosão da casa de fogos de artifícios Pipa & Cia, no bairro Silveira, em Santo André.
Foi às 12h45 do dia 24 de setembro de 2009 quando um estrondo foi ouvido a quilômetros de distância no ABC.
A loja de propriedade de Sandro Castellani e sua mulher Conceição Aparecida Fernandes funcionava na rua Américo Guazzelli sem alvará, com substâncias químicas para a produção de fogos de artifícios.
A tragédia fez duas vítimas: da empregada Ana Maria de Oliveira Martins, 58 anos; e do primo Demian Castellani, de 41 anos.
Além das mortes, outras pessoas ficaram feridas.
O caso mais grave entre os feridos foi do mecânico Wagner Montanari, 58 anos, que estava trabalhando embaixo de um veículo no momento do incidente.
Ele e a família perderam a casa e o comércio, que ficavam ao lado da loja.
Wagner remontou a mecânica em outro local próximo, com ferramentas doadas pelos amigos.
Durante cinco anos a família morou de aluguel até conseguir erguer novamente a casa própria, com dinheiro financiado, que até hoje está sendo pago.
Outra sobrevivente da explosão é a gerente administrativa Márcia de Melo das Dores, que trabalhava em uma empresa e presenciou tudo.
Ela contou como foi aquele dia fatídico e como está agora no programa Debate em Família, com os apresentadores Luiz Carlos e Fábio Patrício; e a jornalista Janete Ogawa:
Sandro Castellani e sua mulher foram condenados a oito anos em regime semiaberto e cumpriram um ano e meio de detenção.









