
A Polícia Militar de São Paulo prendeu, na madrugada deste domingo (28), dois homens suspeitos de prestar apoio logístico e dar cobertura aos autores do ataque que matou o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos. O policial, irmão de Eloá Cristina Pimentel, foi baleado neste sábado (27), em São Caetano.
Ronickson era o irmão mais velho de Eloá, que tinha 15 anos quando foi assassinada, em 2008, após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, no apartamento onde morava, em um conjunto habitacional de Santo André. O crime ganhou repercussão em todo o país.
Os dois suspeitos foram localizados na região de Guaianases, na Zona Leste da capital paulista. Eles chegaram por volta das 5h ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e, segundo a polícia, ambos possuem antecedentes criminais e histórico de envolvimento com o crime organizado.
De acordo com a investigação, um dos presos tem 52 anos e o outro, 40. Um terceiro suspeito, de 24 anos, também chegou a ser detido, mas acabou liberado após prestar esclarecimentos. Além das prisões, três veículos foram apreendidos durante a operação.
Os responsáveis pelos disparos que atingiram o tenente ainda não foram encontrados. A Polícia Civil continua as investigações para identificar e localizar os autores do crime.
Tenente da Rota, irmão de Eloá Pimentel, é baleado em semáforo
O primeiro-tenente da Polícia Militar, Ronickson Pimentel dos Santos, foi baleado na manhã deste sábado (27) em São Caetano. O oficial é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um dos casos de repercussão mais marcantes da história da segurança pública de São Paulo.
De acordo com informações da Polícia Militar, o tenente foi atingido por múltiplos disparos enquanto estava na Avenida Goiás. O episódio é tratado inicialmente como uma tentativa de homicídio.
O oficial recebeu atendimento imediato de equipes de resgate no local e, na sequência, foi transportado pelo helicóptero Águia para receber cuidados médicos especializados no Hospital Mário Covas. Até o momento, as autoridades seguem realizando buscas para localizar os autores dos disparos e esclarecer a motivação do crime.
O tenente da rota chegou a esta academia às 10h30 da manhã pra treinar. Um bandido já estava na espreita esperando por ele, a pé. A polícia acredita que assim que o militar entrou na academia, o olheiro avisou o comparsa que veio para armar a emboscada.
A moto usada no crime havia sido roubada na Zona Sul de São Paulo no dia 1° de maio e estava com uma placa falsa.
De acordo com a polícia, um homem saiu sozinho da comunidade de Heliópolis e entrou em São Caetano do Sul às 11h08. Ele teria ido até o outro bandido, que já vigiava a academia.
O policial foi seguido quando deixou a academia por pouco menos de 500 metros até ser atacado e baleado. A moto foi encontrada pela PM na entrada da mesma comunidade, a quase seis quilômetros do local do crime.
PM lamenta ocorrido
Em nota, a Polícia Militar manifestou “profunda indignação” diante do atentado contra o tenente. A PM ainda prestou solidariedade aos amigos e familires e afirmou que mobiliza esforços para identificar e prender os responsáveis pelo crime. Veja a nota na íntegra:
“A Polícia Militar do Estado de São Paulo manifesta profunda indignação diante do atentado contra o Tenente de ROTA Ronickson Pimentel dos Santos, ocorrido na manhã de hoje.
Prestamos solidariedade aos familiares, amigos e a todos os policiais militares que compartilham deste momento de angústia.
Relembre o caso Eloá
O nome da família Pimentel ficou nacionalmente conhecido em outubro de 2008, quando ocorreu o caso de cárcere privado mais longo registrado no estado de São Paulo. Na ocasião, o ex-namorado de Eloá, Lindemberg Alves, invadiu um apartamento em Santo André onde a jovem, então com 15 anos, estava com amigas. O episódio terminou tragicamente após cinco dias de negociações, resultando na morte de Eloá.











