O ex-superintendente da empreiteira OAS, José Ricardo Nogueira Breghirolli, em depoimento do acordo de delação premiada, afirmou que houve pelo menos R$ 12 milhões de desvio em obras contratadas pela Prefeitura de São Bernardo durante a gestão de Luiz Marinho, do PT, entre 2009 a 2016.
Para o Ministério Público Federal, Breghirolli disse que a empreiteira chegou a fazer pagamentos mensais de R$ 200 mil a R$ 1 milhão.
Os nomes dos envolvidos de receberem a propina estão sob sigilo da Justiça.
De acordo com a reportagem do Repórter Diário, uma das obras que teria sido beneficiada com essa verba é o piscinão do Paço, inaugurado no último dia 20, aniversário de São Bernardo, pelo atual prefeito, Orlando Morando (PSDB).
A obra foi orçada em R$ 353 milhões e foi retomada somente em 2018 após auditoria.
Somente na gestão do PT a OAS assinou nove contratos para mobilidade e habitação, no valor total de R$ 966 milhões.
No acordo de delação, a empreiteira terá que devolver R$ 12 milhões.
O ex-prefeito já é réu em dois processos: da licitação das obras do Museu do Trabalhador, que será transformado em Fábrica da Cultura; e da suposta doação de R$ 550 mil via caixa 2 da Odebrecht na campanha eleitoral de 2012.
Marinho nega as acusações.








