O Governo do Estado de São Paulo, o Metrô, a CPTM e as concessionárias adotaram um conjunto de medidas operacionais para reduzir os impactos aos passageiros durante a paralisação deflagrada nesta terça-feira, 4 de agosto, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. O movimento afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.
A CPTM acionou seu plano de contingência, priorizando o atendimento nos trechos de maior demanda. A Linha 11-Coral tem operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. Neste momento, a linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto não está operando. As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa operam regularmente nesta manhã.
“Nosso foco é atender a população e nosso esforço está concentrado para garantir que a população possa ter mobilidade diante desta paralisação. Nossa expectativa é que ao longo do dia tenhamos mais colaboradores entrando na escala para que no pico da tarde tenhamos contingente maior”, disse o diretor-presidente da CPTM, Michael Cerqueira.
Como parte da estratégia para ampliar a capacidade de atendimento, o Metrô antecipou o horário de abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. A Linha 3-Vermelha, que atende parte da zona leste da capital e faz integração com as linhas afetadas, conta com composições adicionais em circulação. Também são realizadas manobras intermediárias em estações estratégicas, aumentando a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros.
O Metrô informa ainda que trens vazios poderão ser enviados às estações que apresentarem maior lotação nas plataformas, com o objetivo de agilizar os embarques e reduzir o tempo de espera. O efetivo de funcionários está reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos de maior demanda, para orientar os passageiros e auxiliar na organização dos fluxos.
As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda estão com reforço das equipes operacionais e de atendimento, ampliação da segurança, monitoramento contínuo da operação, adequação da oferta de trens e atuação integrada das áreas de operação, inteligência e comunicação.
A TIC Trens, responsável pela linha 7-Rubi, reforçou o atendimento na estação Palmeiras-Barra Funda e opera com frota máxima nos horários de pico. A concessionária manterá monitoramento permanente da demanda e poderá ampliar a oferta de trens ao longo do dia, caso necessário.
As linhas Intermunicipais da região afetada reforçaram a frota.
PAESE
A Artesp disponibilizou ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) para atendimento aos passageiros. Ao todo, 128 ônibus foram mobilizados sendo:
Linha 11-Coral – 58 ônibus
Linha 12-Safira – 60 ônibus
Linha 13-Jade – 10 ônibus
SEGURANÇA
A Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e demais locais de grande circulação de pessoas, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança, prevenir ocorrências e apoiar o deslocamento da população. O policiamento de trânsito também foi intensificado para contribuir com a fluidez viária nas regiões impactadas.
As ações são acompanhadas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que funciona ininterruptamente e reúne os órgãos responsáveis pelo monitoramento e pela resposta rápida a eventuais intercorrências.
DECISÃO JUDICIAL E NEGOCIAÇÃO
Mesmo após o Estado atender às demandas apresentadas pela categoria, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu manter a paralisação. Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
Na reunião realizada ontem (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.
O Governo do Estado lamenta a decisão do sindicato de manter a greve, destacando que a paralisação compromete o deslocamento de milhares de trabalhadores, estudantes e demais passageiros que dependem diariamente do sistema ferroviário.
Foto: Diário do Transporte










