Se no primeiro semestre do governo Bolsonaro a reforma da Previdência dominou o debate no Congresso Nacional, nesta segunda metade do ano a reforma tributária deverá ser o tema central.
Apesar da expectativa para reduzir a quantidade de impostos no país, ou o imposto único, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PSL, avisa que a reforma tributária que tramita na Câmara é simplificada e deverá ser aprovada com menos resistência.
O parlamentar argumenta que o governo não pode baixar as alíquotas dos tributos enquanto não conseguir minimizar as despesas com o funcionalismo e com os compromissos agendados pelo governo anterior.
Embora os novos gestores tentam criar mais empregos, o poder aquisitivo da população não irá crescer de imediato nem mesmo com as reformas, o que será atingido somente com o aumento da produção, segundo Luiz Philippe.
Para equilibrar as finanças o primeiro passo dado pelo Governo foi a reforma da Previdência, que tanta polêmica causou entre os 150 deputados da oposição fechada e os 350 do bloco do centrão, cujo apoio nem sempre é 100%, partindo da premissa de que divergem em alguns pontos da proposta do Executivo.
Luiz Philippe acredita que o sistema político construído nos últimos 30 anos não aceita os princípios do presidente e reage contra o novo para bloquear as mudanças.
Por isso, na sua opinião, é importante a manifestação da população nas ruas, com valores de livre iniciativa.
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