Não foi em 2019 que as micro e pequenas indústrias do Estado de São Paulo puderam comemorar o fim da crise econômica.
O ano foi, outra vez, marcado pela estagnação.
Indicadores Simpi/Datafolha de dezembro revelam um cenário próximo de 2014, quando a crise passou a assolar o setor.
Segundo o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria, Joseph Couri, a base continua deteriorada e a melhora de alguns indicadores ainda não compensa as perdas dos últimos quatro anos:
Apesar de uma melhora “tímida”, ainda está longe do patamar anterior a 2014, quando registrava 113 e 112 pontos.
O capital de giro, por exemplo, fechou o último mês do ano de 2019 como insuficiente ou muito pouco para 45% das MPIs.
O subterfúgio foi o cheque especial, modalidade utilizada por 21%.
Somente 6% utilizaram o empréstimo pessoal, que continua com altos juros.
Em dezembro de 2018 as duas formas de sobrevivência, quando atingiu 19%.
Outro indicador que segue inalterado foi o investimento, que manteve os 29 pontos alcançados em 2015, 2017 e 2018.
O presidente Joseph Couri foi sincero ao afirmar que enquanto não houver aumento no consumo com mais empregos e melhora no poder aquisitivo, não teremos a retomada positiva:
A esperança é que a reforma tributária seja implementada pelo governo federal para resolver o problema do passado.








