O presidente da República, Jair Bolsonaro, esteve nesta segunda-feira (03/02/20) em São Paulo, para o lançamento da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo.
Estiveram presentes ainda o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP).
A cerimônia foi conduzida pelo bispo auxiliar de Santana, Jorge Pierozan e o padroeiro do Colégio Militar é o Padre José de Anchieta.
Debaixo de chuva, o presidente afirmou:
– Vai ser uma escola para todos: para os filhos dos membros das Forças Armadas, da Polícia Militar, dos Bombeiros, da Polícia Civil, da sociedade civil. Não vamos distinguir ninguém por cor ou crença. Todos nós somos iguais, não interessa a cor de nossa pele, a nossa religião. Seja lá o que for, a questão social também – disse Bolsonaro sobre o modelo.
Padre José de Anchieta é o padroeiro do Colégio Militar.
Posteriormente, Bolsonaro se dirigiu para a sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde se encontrou com o empresário e presidente da entidade, Paulo Skaf, para um almoço com outras 250 pessoas de vários segmentos.
O papo não poderia ser outro: a economia nacional.
Já na abertura, Skaf enfatizou que a agenda do governo coincide com a defendida pelos setores produtivos: “Apoiamos seu governo porque enxergamos com clareza que estamos no rumo certo”, em referência às reformas da Previdência, Administrativa e Tributária.
O empresário mencionou ainda as ações de desburocratização, como a alteração das Normas Técnicas, que tem impacto na produção e no emprego.
“Desde agosto do ano passado se registra crescimento, com um milhão e meio de empregos gerados, sendo 550 mil com registro em carteira, de acordo com dados oficiais, e de 800 a 900 mil informais. Estamos entrando em 2020 com otimismo, esperando 2,5 a 3% de crescimento,” avaliou Skaf.
Ele destacou também outros pontos positivos, tais como os recordes registrados pela Bolsa de Valores; o alinhamento dos juros e do câmbio, apesar do spread bancário estar em patamar elevado; e o combate à corrupção.
E concluiu que “ainda há muitos quilômetros a serem percorridos, pois há 14 mil obras paradas. Precisamos estar juntos, para resolver isso, com a geração de emprego”.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, concordou que Skaf citou todos os pontos que são importantes e têm feito a diferença para o país: “E os números mostram que o Brasil está no caminho certo. Todos estão ajudando o Brasil a ocupar o lugar de destaque no mundo”, disse.
Bolsonaro explicou que antes se combatia a inflação com o aumento da taxa de juros, hoje isso não ocorre mais. “Como técnico do time, quem tem de entrar no campo são os 22 ministros e, na área econômica, meu apoio incondicional a ministro Paulo Guedes”, afirmou.
Bolsonaro disse também que irá mais fundo nas reformas com o objetivo de reduzir o peso do Estado, pois sua função é mediar e não dificultar a vida de quem produz.
Nesse sentido, apontou para a desregulamentação, a desburocratização e a revisão das Normas Técnicas com excessivas obrigações. “Nós estamos recuperando a confiança e o respeito no mundo em função dessas duas palavras-chave, que são confiança e respeito”, afirmou. “O Brasil não está dando certo. O Brasil já deu certo”, finalizou.
No campo político., as conversas entre Bolsonaro e Skaf estão avançadas.
O presidente da Fiesp já sinaliza uma aliança com o novo partido do presidente, o Aliança pelo Brasil, o que abre a possibilidade de disputar o Palácio dos Bandeirantes em 2022.
Foto: Assessoria Fiesp








