Com case de sucesso, a Prefeitura de São Bernardo marcou presença no 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS), realizado em Manaus (AM). Durante o evento nacional, a pesquisa “Comunicação de Riscos para a Vigilância Popular em Saúde em Áreas de Vulnerabilidade Socioambiental”, representada pela diretora da Escola de Saúde de São Bernardo, departamento da Secretaria municipal de Saúde, Priscila Patrícia da Silva, foi apresentada como referência no encontro.
A medida vem sendo desenvolvida em São Bernardo em uma atuação conjunta entre a Secretaria de Saúde de São Bernardo, o Instituto de Saúde do Estado de São Paulo, a Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), a Fiocruz-RJ e a PUC-SP, com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por meio do Programa de Pesquisa para o SUS.
O trabalho intitulado “Dengue, mudanças climáticas e estratégia de enfrentamento: uma reflexão para a vigilância popular a partir de São Bernardo do Campo”, de autoria de Priscila Patrícia da Silva, Helena de Freitas, Marco Ferreira, Mariliza Henrique da Silva, Letícia Procópio, Mary Ann Roizman, Cláudia Malinverni e Mario Martins, detalha as ações tecnológicas e operacionais que o município implementou para o controle da dengue, como uso de drones, nebulização e estações disseminadoras de larvicidas, bem como capacitações para agentes comunitários de saúde.
“Os dados mostram que ainda há um esforço a ser feito no sentido de permitir e garantir a participação popular nas estratégias de vigilância, o que abre uma porta importante para o desenvolvimento do projeto de vigilância popular no município”, destacou Priscila. “Neste contexto, fica evidente a necessidade de reorientação das estratégias de vigilância em saúde, como incorporar abordagens territorializadas participativas e intersetoriais. Reforçamos, portanto, que o enfrentamento das arboviroses exige não apenas inovação tecnológica, mas também inovação social e política na organização das práticas de saúde”, concluiu.
PESQUISA – A pesquisa “Comunicação de Riscos para a Vigilância Popular em Saúde em Áreas de Vulnerabilidade Socioambiental” tem como objetivo mapear e diagnosticar como tem sido feita a comunicação de riscos de arboviroses no município, tanto por parte das entidades públicas quanto das ações espontâneas desenvolvidas pelos integrantes das comunidades em situações de vulnerabilidade ou dos entornos.
Priscila Patrícia da Silva pontuou que a participação no Congresso, promovido pela Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), representou uma experiência significativa para a reflexão sobre as práticas de saúde na intersecção entre as Ciências Humanas e Sociais e a Saúde Coletiva. “O encontro reuniu pesquisadores, profissionais, gestores, estudantes e importantes referências do cenário brasileiro, proporcionando um espaço privilegiado para o diálogo, a troca de experiências e a construção coletiva de conhecimentos com repercussões para além do âmbito nacional”, afirmou.
A diretora frisou, ainda, que apresentar essa pesquisa em um espaço de tamanha relevância foi uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e, ao mesmo tempo, ampliar perspectivas sobre os desafios contemporâneos relacionados à dengue, às mudanças climáticas, à comunicação de riscos e à vigilância popular em saúde, especialmente, em contextos de vulnerabilidade socioambiental. “Agradeço a todos os parceiros, pesquisadores, profissionais e instituições que contribuíram para a realização deste trabalho, sobretudo, para essa importante trajetória de construção coletiva em defesa da vida”, finalizou.










