Por decisão da Justiça de São Paulo, a prisão preventiva de dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram prorrogadas por mais cinco dias.
Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, foram presos na sexta-feira (10/07/20) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo que trata de sonegação fiscal de mais de R$ 400 milhões e uma suposta lavagem de dinheiro.
A ação foi realizada em parceria com a Receita Federal e com a Polícia Civil.
De acordo com o MP, “a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, adquiriu/criou duas dezenas de empresas — que hoje se encontram todas — inoperantes e, somente em relação ao Fisco Federal, devem tributos, já inscritos em dívida ativa da União, cujos montantes atingem cerca de R$ 400 milhões”.
O Ministério Público de São Paulo apontou que as investigações que desencadearam a Operação Juno Moneta, deflagrada no dia 10, detectaram que a família Ferreira dos Santos, criadora do grupo Movimento Brasil Livre (MBL), deve cerca de R$ 400 milhões ao Fisco Federal.
Dois empresários que, de acordo com o MP, tem ligação estreita com o grupo, foram alvos de mandados de prisão acusados de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
O coordenador nacional do MBL, Kim Kataguiri, negou que os dois façam parte do grupo.
De acordo com os procuradores, a família investigada é a mesma de Renan dos Santos, que se tornou popular após organizar e participar de vários protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Segundo o MP, o núcleo familiar adquiriu “duas dezenas de empresas” que hoje se encontram “todas inoperantes”.
Alessander Monaco Ferreira foi acusado de movimentação financeira extraordinária e criação de duas empresas de fachada, e Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, de que teria fundado ao menos quatro empresas de fachada, além de ser apontado por disseminar notícias falsas e ameaçar aqueles que questionavam as finanças do MBL.
Durante a operação, realizada em conjunto pela Polícia Civil de São Paulo, Ministério Público do estado e a Receita Federal, os agentes apreenderam diversos itens eletrônicos como celulares, computadores, HDs e pendrives; documentos impressos e dinheiro.
Fonte: Pleno News









