Elas começam por necessidade, aproveitando alguma habilidade que já possuem, como fazer bolos, e com apoio, incentivo e qualificação, transformam a iniciativa emergencial em um projeto muito bem estruturado. É o que mostra a experiência de Elisangela Masseti, uma das professoras do Circuito Mulheres Empreendedoras.
O programa da Prefeitura de Santo André tem o objetivo de oferecer estrutura para mulheres empreendedoras, de forma que elas consigam obter uma fonte segura de renda com perspectiva de crescimento. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, em parceria com Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), por meio do programa Sebrae Delas – 1.000 Mulheres, Secretaria de Assistência Social, Núcleo Especial de Políticas para as Mulheres e Escola de Ouro Andreense.
A próxima turma do curso 1.000 Mulheres acontecerá de 23 a 30 de outubro, das 13h30 às 16h30, no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Parque Andreense. As inscrições podem ser feitas por meio do link https://www3.santoandre.sp.gov.br/portaldoempreendedor/index.php/capacite-se/circuito-mulheres-empreendedoras/
“Queremos que cada vez mais mulheres tenham condições de transformar suas habilidades e ideias em oportunidades de geração de renda, conquistando autonomia financeira e construindo um futuro melhor para si e suas famílias. Por meio do Circuito Andreense de Empreendedorismo, oferecemos capacitação, orientação e ferramentas práticas para que essas empreendedoras possam planejar, organizar e fortalecer seus negócios. Investir no empreendedorismo feminino é também investir no desenvolvimento econômico da nossa cidade, estimulando a criação de oportunidades, a geração de empregos e a realização de sonhos”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
Segundo a professora do curso, Elisangela Masseti, a formação transforma improviso em gestão. “Um negócio que gera renda significa dar liberdade de escolha para a mulher que precisa de autonomia financeira, principalmente as mães solo”, destaca.
Aprender a precificar um produto ou serviço é uma das lições mais importantes para quem quer ter um negócio próprio. É o coração do negócio, na visão de Elisangela. “Elas precisam aprender a precificar, planejar e monetizar nas redes sociais, além de cuidar das finanças e controlar as entradas e saídas do seu negócio, para tomar decisões com segurança”, acrescenta.
Mas não é só a falta de conhecimento técnico que dificulta a vida de muitas empreendedoras. Além da necessidade financeira, as mulheres muitas vezes sofrem com o medo de errar, a insegurança, a baixa autoestima dificulta o reconhecimento do próprio valor. Por isso o curso tem também uma parte dedicada ao empoderamento feminino. A formação também busca potencializar essa mulher dar ânimo, e mostrar para as próprias empreendedoras que elas são muito importantes. A ideia é trabalhar o conhecimento técnico, de maneira conjunta com a confiança e o protagonismo da mulher.
O curso tem 32 horas-aula de duração e seu conteúdo é dividido em dois ciclos. No primeiro, é estimulado o empoderamento das mulheres, incentivando-as a desenvolver suas habilidades socioemocionais, por meio de reflexões sobre sua trajetória, seus sonhos e sua capacidade de realização. No segundo ciclo, as participantes recebem informações sobre empreendedorismo, marketing, marketing digital, finanças e formalização para cuidarem de forma mais eficiente de seus pequenos negócios.
Joelma Aparecida de Oliveira Rui, por exemplo, estava vendo seu negócio de decoração de festa deixando de ter procura, depois de 20 anos de trabalho na Vila Luzita. Neste momento, há cerca de um ano, ela foi aconselhada a procurar qualificação. Decidiu fazer todos os cursos aos quais tivesse acesso, principalmente o do Circuito Mulher Empreendedoras – Sebrae Delas.
“Com o curso você começa a entender por qual motivo seu produto não é mais vendido e o que pode ser feito para reverter a situação, como por meio da utilização das redes socais. Eu sempre tive bloqueio com o marketing digital, e hoje ele é uma das maiores fontes de clientes para mim”, conta Joelma.
Segundo a empreendedora, proprietária da empresa Bella Encant, que oferece organização e decoração de festas a preços acessíveis, os cursos foram fundamentais para a sobrevivência do negócio. “Eu estava parada, aí aconteceu essa mudança na minha vida. Isso até me levou a ter que passar menos tempo com minhas filhas para me dedicar aos estudos. Mas não tem problema, é para garantir o futuro que eu quero para mim e para elas”, completa.
Circuito Mulheres Empreendedoras – A iniciativa tem por objetivo impulsionar o empreendedorismo feminino em Santo André, ofertando capacitação, orientação e inspiração. A ideia do programa é fomentar e profissionalizar práticas empresariais, valorizando as competências, comportamentos e habilidades das mulheres empreendedoras.
Quando uma mulher empreende, gera emprego e renda, faz a economia girar e encoraja a participação de outras mulheres nos negócios. Atualmente o Circuito Mulheres Empreendedoras tem atuado em um dos seus eixos, em parceria com o Sebrae, por meio do curso 1.000 Mulheres, que visa transformar a vida de mulheres que desejam ser protagonistas de sua própria história.
Foto: Alex Cavanha/PSA










