Ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram encerrar a greve que afetou os passageiros das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por dois dias, nesta terça-feira e quarta-feira, 04 e 05 de agosto de 2026.
A decisão ocorreu após assembleia da categoria nesta quarta-feira (05). Antes, no início da tarde, houve mais uma reunião no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil e o Governo do Estado no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Como mostrou o Diário do Transporte, no fim da manhã, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que enviará à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) um projeto de lei para estabelecer prioridade na contratação de funcionários públicos em concessões de estatais à iniciativa privada.
Segundo Tarcísio, uma das alterações propostas na atual lei estadual de aproveitamento de mão de obra citará especificamente os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Relembre:
A entidade sindical é contra concessões à iniciativa privada. As três linhas foram concedidas à Trívia Trens, mas depois de sucessivas falhas operacionais, as operações foram retomadas pela estatal CPTM por mais 90 dias, retrocedendo um passo na transição para a Trivia, do Grupo Comporte, comandado pela família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas e maior empresário de ônibus do Brasil, com cerca de dez mil coletivos.
As linhas operam parcialmente e, segundo a CPTM, o efetivo mínimo de 80% nos horários de pico, determinado pelo TRT, voltou a não ser cumprido. Nesta quarta-feira, de acordo com a companhia, o índice ficou em 47%.
O TRT fixou multa de R$ 400 mil por dia ao sindicato em caso de descumprimento da decisão judicial. A aplicação da penalidade, no entanto, não é automática, dependendo de decisão posterior da Justiça após a apresentação das defesas e eventual análise de recursos.
Ônibus da Operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), além de reforços em linhas regulares, foram as principais alternativas adotadas para amenizar os impactos da paralisação.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Diário do Transporte











