Em depoimento ao Ministério Público Federal, delatores da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador (BA), afirmaram que o rateio da propina paga ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, beneficiou até a campanha que elegeu a presidente Dilma Rousseff em 2010.
De acordo com o empresário Mário Suarez, foram pagos R$ 2 milhões no total, mas ficou acertado que Vaccari receberia R$ 100 mil por mês para atender as demandas da eleição para Presidente da República.
Os pagamentos ocorreram de janeiro a setembro daquele ano e eram assim divididos: 1/3 para o PT Nacional, representada por Vaccari; 1/3 para Petros, representada por Newton Carneiro e Wagner Pinheiro; Petrobras, representada por Armando Tripodi, então chefe de gabinete de Sérgio Gabrielli; e 1/3 para o PT da Bahia, representado por Carlos Daltro, que comandava as finanças da campanha de Jaques Wagner.
Segundo Mario Seabra Suarez, sócio de Paulo Afonso Mendes Pinto o valor pago era em dinheiro vivo e entregue na sede do partido na Capital paulista, por diversas pessoas.
Em uma ocasião, o filho de Paulo Afonso alugou um avião para ir até a sede do PT por medo de passar no aeroporto com tanto dinheiro.
Já Alexandre Suarez revela que pagou propina na sede da estatal, no Rio de Janeiro, para Armando Tripodi, que recebia R$ 100 mil por mês em dinheiro vivo de fevereiro a novembro de 2010, totalizando R$ 1 milhão









