O médico infectologista e diretor de Vigilância Sanitária de São Bernardo, Wagner Kuroiwa, esteve presencialmente no programa Debate em Família, apresentado por Luiz Carlos, para esclarecer todas as dúvidas dos ouvintes e internautas sobre o Coronavírus, que ainda não chegou ao Brasil mas já preocupa a propagação pelo mundo.
Doença facilmente transmissível, não existe ainda uma vacina.
O período de incubação é de 2 a 14 dias.
Mais de vinte países tem casos confirmados, com origem na China.
Wagner Kuroiwa diz que o risco de chegar ao Brasil é grande, mas não é preciso fazer alarde.
Segundo o especialista, os governos têm se precavido com medidas para dificultar o acesso.
E uma delas é monitorar quem vem da região em que a doença já é uma realidade, além de pessoas que tiveram contato com suspeitos.
Existe o receio de que o Coronavírus seja transmitido antes mesmo de a doença se manifestar.
Os principais sintomas são febre, tosse, coriza e dores musculares.
Se não for tratada adequadamente, pode levar ao óbito.
Os mais suscetíveis são as criancinhas e as pessoas idosas, principalmente aquelas que apresentam outras patologias.
Por enquanto, por aqui, podemos ter uma vida normal.
Não é preciso adiar eventos ou deixar de sair ás ruas com medo do contágio.
Como médico infectologista, Kuroiwa alerta que os brasileiros estão focados no Coronavírus, o assunto do momento, e se esquecem de uma doença muito mais preocupante e que já faz parte do cotidiano: a dengue.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou no ano passado o segundo maior número de mortes por dengue desde 1998, atrás apenas de 2015.
Foram 754 mortes até o início de dezembro e mais de 1,5 milhão de casos suspeitos.
O aumento foi de 517% em relação a 2018, quando foram confirmados 247 mil casos.
Ele diz que é preciso ter cuidado com os locais onde existem acúmulo de água para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti.
“Se não houver mosquito, não há dengue”, enfatiza o especialista.
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