A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria de Saúde, realizou nesta quinta-feira (22), na UBS Centro Alto, uma capacitação voltada aos enfermeiros da rede municipal para a inserção e o manejo do Implanon, método contraceptivo de longa duração. A formação é oferecida pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), por meio do Programa Avança+, e tem como objetivo qualificar os profissionais da Atenção Primária à Saúde para ampliar o acesso da população ao planejamento reprodutivo.
Durante a capacitação, os enfermeiros receberam orientações sobre consulta de enfermagem em saúde sexual e reprodutiva, aconselhamento contraceptivo, avaliação das condições clínicas das pacientes e utilização de métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC), como o Dispositivo Intrauterino (DIU) e o implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon. A formação contempla aspectos teóricos e práticos, com foco na segurança dos procedimentos, no acompanhamento das pacientes e na qualificação do atendimento oferecido nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A iniciativa integra as ações da Secretaria de Saúde para fortalecer a assistência à saúde da mulher e ampliar a autonomia dos profissionais de enfermagem no atendimento à população. Além de aprimorar os conhecimentos técnicos das equipes, a capacitação contribui para a organização dos serviços e a oferta de métodos contraceptivos seguros e eficazes na rede pública.
Ribeirão Pires iniciou a oferta gratuita do Implanon na rede municipal em maio deste ano. Nesta primeira fase, o serviço foi direcionado a mulheres com transtornos graves de saúde mental, vivendo com HIV/Aids, com dependência química e em situação de rua, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O Implanon é um método contraceptivo inserido sob a pele na face interna do braço não dominante , que libera gradualmente o hormônio etonogestrel e oferece proteção contraceptiva por até três anos. Entre seus benefícios estão a alta eficácia, a praticidade, a longa duração e a reversibilidade, dispensando a necessidade do uso diário de anticoncepcionais. O método também pode ser utilizado por mulheres que apresentam contraindicações ao uso de estrogênio, mediante avaliação profissional.
Foto: Fellipe Cruz /PMETRP









