A Guarda Civil Municipal (GCM) de Santo André está confeccionando máscaras de proteção para toda a corporação utilizando uniformes antigos dos guardas.
Já foram produzidas aproximadamente 2.000 máscaras, que serão utilizadas por todos os GCMs.
A confecção é feita por equipes formadas pelos próprios agentes e o trabalho é realizado em turnos, dentro da sede da Guarda Civil Municipal, no bairro Santa Maria.
Além do tecido das fardas, cada máscara ganha um forro especial para reforçar a proteção contra o novo coronavírus.
O prefeito Paulo Serra destacou a importância de ações de cuidado e proteção neste momento de pandemia. “Permanecemos na luta contra um inimigo invisível e temos que parabenizar ações como essas que integram um conjunto de medidas de cuidado e de proteção para os nossos GCMs”, pontuou.
Fardamento – Na semana passada, a Prefeitura de Santo André concluiu a entrega de 580 novos kits de uniformes completos para toda a corporação da Guarda Civil Municipal, além de novos coletes balísticos para a proteção dos agentes de segurança.
Os uniformes são compostos por novas botas, cinturões com kit patrulhamento, blusas e coberturas com bonés e boinas, além dos novos coletes balísticos.
O investimento do município para equipar todos os agentes de segurança foi de R$ 1,5 milhão.

Fotos: Helber Aggio/PSA
CPTM também utiliza o mesmo método
Um grupo de cerca de 30 funcionários da CPTM se voluntariou para ajudar os demais colaboradores da companhia e produzir máscaras de proteção a partir de uniformes que não foram utilizados.
A primeira doação acontecerá nesta quarta-feira, 27 de maio, às 8h30 no Brás, a estação mais movimentada da empresa.
Neste primeiro lote serão cerca de 1.100 máscaras, como explica Sarah de Sá Fernandes, assessora executiva da CPTM e uma das responsáveis pelo projeto. “Estes tecidos são perfeitos para a confecção do utensílio e seriam incinerados, porque o fato das roupas terem o logo da CPTM dificulta o processo de doação”, explica.
Com a quantidade de tecido disponível, explica Sarah, será possível produzir e distribuir até 5 mil máscaras, e a ideia é que todas elas sejam distribuídas a funcionários da CPTM. “São ferroviários ajudando ferroviários”, resume.
As máscaras estão sendo produzidas nas residências dos próprios funcionários.
“Está no espírito da CPTM ajudar ao próximo e este voluntariado é mais uma prova disso. O transporte público é um serviço essencial e tem que continuar funcionando, mas com toda segurança possível”, explica Pedro Moro, presidente da companhia.
Todos os funcionários da CPTM já receberam máscaras de proteção, todos têm álcool em gel à disposição e os colaboradores que fazem parte do grupo de risco já estão afastados deste o início da quarentena.









