A cada dia que passa as micro e pequenas empresas sofrem mais com a crise gerada pela pandemia.
O 3º Boletim de Tendências do Sindicato de Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), realizado pela Datafolha, revela que 15% correm o risco de fechar nos próximos 30 dias.
O agravamento é gerado pela falta de crédito, no qual 86% não têm acesso apesar da linha de financiamento anunciada pelo governo federal.
Nas pesquisas anteriores, eram 91% no início de abril e 87% no final do mesmo mês.
Mesmo com queda de 5%, o índice continua alto.
Sem recursos, ao menos 29% deverão demitir funcionários contra 18% em abril.
Isso sem contar que uma a cada cinco empresas, que representam 21%, já haviam reduzido o salário e a carga horária dos trabalhadores.
Quanto as medidas do governo decretadas especialmente nesse período de pandemia do coronavírus, sete entre 10 empreendedores (ou 73%) afirmam que não chegam até eles.
O presidente do Simpi, Joseph Couri, teme pela destruição do mercado interno já existente e a visão de que novos virão para ocupar esses espaços deixados em aberto:
Joseph Couri alerta que se o governo insistir no velho modelo de análise de crédito, o dinheiro não vai chegar até o setor industrial de micro, pequena e média empresas.
Mas, o Brasil pode copiar o modelo implantado em outros países e que deram certo:
Vale lembrar que 29% das empresas estão totalmente paradas e 30% estão praticamente paradas, o que dá um total de 59%, ou seis em cada 10 indústrias nessa situação.
Outros 25% funcionam com queda e apenas 16 atuam normalmente.
A cada 10 dias o Simpi realiza a pesquisa.
Esta terceira sondagem ocorreu entre 8 e 12 de maio.








